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Cardiologista Brenda Moura eleita para o “Board” da “Heart Failure Association” da ESC

“O conhecimento é fundamental para a resolução de qualquer problema. Uma melhor consciência de toda a problemática relacionada com a IC (desde os mecanismos moleculares, à fisiopatologia, às respostas a tratamentos, etc.) e uma população mais informada são, seguramente, as melhores armas para a redução da incidência desta patologia.” Drª Brenda Moura

A Heart Failure Association (HFA) é uma associação da Sociedade Europeia de Cardiologia que tem como missão promover a qualidade de vida e a longevidade, através da prevenção, diagnóstico e tratamento da insuficiência cardíaca e da criação de redes que possam contribuir para a gestão, educação e investigação desta síndrome. Criada em 2004 na sequência da dissolução do ESC Working Group on Heart Failure, a HFA é constituída por mais de 10 mil membros e engloba cerca de 50 sociedades e grupos de trabalho de diferentes países, assumindo-se como a mais importante associação mundial nesta área.

À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, o trabalho desenvolvido pelos cardiologistas portugueses volta a merecer destaque, desta vez com a eleição da Dr.ª Brenda Moura para a secção clínica do board da HFA. De recordar que já em 2014 a especialista tinha sido nomeada membro do Comité das Sociedades Nacionais desta associação e o GEIC já foi duas vezes galardoado pela HFA com um prémio que realça o trabalho desenvolvido por grupos de estudos na divulgação da insuficiência cardíaca.

DISCURSO DIRETO | DRA. BRENDA MOURA 

Primeiro que tudo parabéns pela sua eleição para o HFA Board da ESC. O que significa para si esta nomeação?

Ser eleita para o “Board” foi muito gratificante em termos pessoais e constitui, igualmente, um reconhecimento pela HFA do trabalho realizado em Portugal.

Em termos práticos, quais as funções deste Board?

O trabalho do Board é definido no início do mandato, ficando logo explícito o que se pretende fazer em termos de divulgação científica, como os webinars e workshops (normalmente dirigidos à possibilidade de daí resultar um position paper). Posteriormente, em reuniões bimensais vamos fazendo a atualização dos projetos.

O que podemos esperar em termos de iniciativas, expectativas e objetivos do HFA Board?

O projeto de maior dimensão é o HFA Atlas, um programa que pretende recolher informação sobre insuficiência cardíaca (IC), desde a epidemiologia, aos recursos existentes, à comparticipação de fármacos, etc., que foi lançado este verão. Mas existem muitos outros, mais pequenos, que também podem ter impacto real no tratamento dos doentes com IC.

Na sua opinião, o que definiria como prioridade quanto à prevenção, diagnóstico e tratamento da IC? 

Não creio que se possa referir apenas uma prioridade quanto a estas áreas, uma vez que são todas importantes. Para o presente, é essencial diagnosticar e tratar, para que todos tenham acesso ao tratamento que necessitam; no que se refere à prevenção, é fundamental para o futuro dos doentes e da sociedade em geral, pois, atendendo ao número crescente de pessoas com esta síndrome, o impacto social pode ser muito significativo dentro de pouco tempo.

De que forma o maior conhecimento sobre esta síndrome se pode relacionar com uma diminuição da sua incidência?

O conhecimento é fundamental para a resolução de qualquer problema. Uma melhor consciência de toda a problemática relacionada com a IC (desde os mecanismos moleculares, à fisiopatologia, às respostas a tratamentos, etc.) e uma população mais informada são, seguramente, as melhores armas para a redução da incidência desta patologia.

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