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Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia eleito Presidente da Federação das Sociedades de Cardiologia de Língua Portuguesa

A Federação das Sociedades de Cardiologia de Língua Portuguesa foi oficialmente constituída e em Março de 2015 e serve o propósito de promover o encontro entre os nove países que a compõem, num espírito de promoção da cardiologia nos países lusófonos. Foi recentemente nomeado como seu presidente o Prof. João Morais, Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia que connosco partilhou o significado, expectativas e planos quanto a esta nomeação.


DISCURSO DIRETO I PROF. JOÃO MORAIS

O que é que significa para si ser eleito presidente da Federação das Sociedades de Cardiologia de Língua Portuguesa?

A federação das Sociedades de Cardiologia de Língua Portuguesa é uma criação da Sociedade Portuguesa de Cardiologia que conjuntamente com a Sociedade Brasileira de Cardiologia decidiu olhar para os nossos colegas que, em condições por vezes dramáticas, praticam a Medicina Cardiovascular possível, em países sem recursos.

Foi um ato de solidariedade, mas foi acima de tudo uma forma de nos aproximar, tendo por base uma língua que é comum. Por isto presidir a esta Federação é uma responsabilidade grande e ao mesmo tempo motivo de orgulho já que transporto uma bandeira importante, a bandeira da lusofonia.

O que se espera em termos de atividades conjuntas por parte das Sociedades que envolvem a Federação?

Como se compreende a atividade não pode ser muita, mas a que for possível deve ser marcada pela solidariedade. Coisas tão simples como seja ter um local na internet a que todos possam aceder, a realização anual de um encontro da Federação, em associação ao congresso da sociedade que no momento preside, procurar encontrar formas que ajudem na formação e actualização dos nossos colegas e criar um sentimento de Medicina em língua portuguesa, são desafios a que deveremos procurar dar respostas.

Um projeto já anteriormente iniciado mas que ainda não foi possível concretizar, será objetivo para os próximos dois anos. A Federação procura junto da CPLP ser admitida como organismo observador. Conseguir este objectivo significaria conseguir que os decisores políticos possam olhar para as doenças cardiovasculares em África, o que até hoje ainda não aconteceu. É um objectivo político, mas que pode ter grande impacto nas populações.

O que é que a Cardiologia portuguesa deverá ganhar com esta nomeação ?

A Cardiologia portuguesa deve principalmente decidir como pode ajudar, mais do que aquilo que tem a ganhar. Portugal tem grandes responsabilidades para com os países africanos de língua portuguesa e essa responsabilidade atinge todos os domínios da vida. A melhoria da saúde em nesses países é uma responsabilidade de todo o mundo, em especial do mundo mais desenvolvido que tem recursos e pode ajudar. Nós não nos podemos excluir deste desígnio, e ter connosco os colegas brasileiros aumenta ainda mais a nossa responsabilidade.

Principais linhas de ação para o mandato:

  • Retomar o projeto de candidatura da Federação ao estatuto observador da CPLP;
  • Dar continuidade do projeto para a “Erradicação da Febre Reumática em Cabo Verde;”
  • Procurar parceiros para a criação de bolsas de apoio à formação;
  • Divulgar a Federação, reforçar as ligações entre os vários países;
  • Publicar um novo documento de recomendações para uma área especifica do risco CV (Tabagismo em África).

Órgãos Sociais – 2018-2019

Direção da FSCPLP
Presidente – João Morais
Secretário Geral – Nuno Quintal
Tesoureiro – Ricardo Fontes-Carvalho
Assembleia Geral
Presidente – Manuel Antunes
Secretário – Francisco Soares
Conselho Fiscal
Presidente – António Leitão Marques
Vogal – Diogo Cavaco
Vogal – Armando Serra Coelho

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