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SPC adverte: “O risco de mortalidade dos doentes cardiovasculares com COVID não tem sido devidamente valorizado”

Lisboa, 26 de março de 2020 – A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) adverte que os doentes com doença cardiovascular não estão a ter a atenção que deveriam por parte das Autoridades portuguesas.

O risco de mortalidade dos doentes cardiovasculares com COVID não tem sido devidamente valorizado”, afirma o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Victor Gil, à margem do Webinar promovido ontem pela SPC, que envolveu muitas centenas de cardiologistas portugueses e de países lusófonos.

Para a SPC, o risco associado à doença cardiovascular devia merecer mais atenção por parte das autoridades cujo destaque se tem concentrado na idade. “Deviam ser criados mecanismos protetores destes doentes com dispensa de trabalho protegida, garantido o seu isolamento social pelo menos no mesmo grau dos doentes idosos”, adianta o responsável da SPC.

De acordo com estudos apresentados neste Webinar, os doentes com co-morbilidades apresentam as maiores taxas de mortalidade e entre estes destaca-se a patologia cardiovascular (incluindo insuficiência cardíaca, cardiopatia isquémica incluindo antecedentes de enfarte do miocárdio, miocardiopatias, doença valvular grave). De facto, em 44672 doentes chineses analisados, com taxa de mortalidade global de 2,3%, os doentes com doença cardiovascular apresentaram uma taxa de mortalidade de 10,5%, a que se seguiu um grupo de situações com taxas de mortalidade entre 6 e 7% (diabetes, doença respiratória crónica, hipertensão, cancro).

Para Victor Gil, “tem-se enfatizado a idade como fator de risco mas apenas o grupo etário com mais de 80 anos apresentou taxa mais elevada. O grupo etário de 70 a 79 anos apresentou taxa de mortalidade de 8%”, garantiu.

A SPC alerta também as Autoridades de que o risco associado a diversas doenças cardíacas não desaparece durante a epidemia e que, em consequência, os doentes de maior risco têm que prosseguir os seus tratamentos e ser adequadamente tratados nas fases agudas com destaque para os doentes com enfarte do miocárdio.

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