Predição de nefropatia induzida pelo contraste após revascularização coronária percutânea: precisamos de fórmulas? – Uma perspetiva da cardiologia

Predicting contrast‐induced nephropathy after percutaneous coronary intervention: Do we need formulas? A cardiological perspective

Marinella Patrizia Centemero, Amanda G. M. R. Sousa

Rev Port Cardiol 2018;37:37-9

Conclusões
Em conclusão, dessa análise talvez a mensagem mais importante sobre a NIC, independentemente do uso de fórmulas mais precisas para o cálculo da TFG e consequentemente de uma estimativa mais fidedigna da função renal, seja observar melhor nossos pacientes do ponto de vista clínico. Considerar idade, fatores de risco, comorbilidades associadas e o quadro clínico atual para avaliar a real necessidade de procedimentos diagnósticos e terapêuticos cada vez mais complexos, os quais nem sempre melhoram ou prolongam a sobrevivência cardiovascular.

Quando julgarmos que esses são realmente necessários, podemos usar modelos preditores de risco para desenvolvimento de NIC, informar ao paciente e aos parentes sobre os riscos e, por fim, implantar as medidas já extensamente conhecidas para reduzir a incidência da nefropatia e seu impacto prognóstico negativo: hidratação endovenosa periprocedimento e uso de contrastes de baixa ou iso‐osmolaridade em pequeno volume.

Disponível Online
Português: [Texto CompletoPDF]
English: [Full textPDF]