Sociedade Portuguesa de Cardiologia marca presença no Congresso Brasileiro de Cardiologia 

O 73º Congresso Brasileiro de Cardiologia (CBC) decorreu entre os dias 14 e 16 de setembro em Brasília e foi considerado um dos mais modernos e tecnológicos congressos a decorrer no Brasil. Para Nasser Sarkis Simão, presidente desta edição, esperava-se um dos melhores congressos em termos de estrutura tecnológica, com inovações interativas. A Sociedade Portuguesa de Cardiologia marcou presença neste evento onde a cardiologia portuguesa esteve representada no painel de palestrantes por cinco em dezoito convidados internacionais: João Morais, Rui Baptista, Fausto Pinto, Eduardo Infante de Oliveira e Carlos Aguiar. Estivemos à conversa com o Prof. Rui Baptista, que nos falou das principais sessões desta edição que congregou mais de 7.000 congressistas. 
“A Sociedade Brasileira de Cardiologia tem grande carinho pelos portugueses em geral e pela cardiologia portuguesa em particular, bem patente pelas excelentes relações e pela deferência com que a delegação portuguesa da ESC e a da SPC foram recebidas pelo atual presidente e direção da SBC.” Prof. Rui Baptista
DISCURSO DIRETO | PROF. RUI BAPTISTA 
Quais as grandes novidades/temas em debate na 73ª edição do CBC?
No 73º Congresso Brasileiro de Cardiologia foram abordados vários aspectos relacionados com o dia-a-dia dos doentes cardiovasculares e cardiologistas, incluindo uma campanha focada na abordagem à paragem cardio-respiratória em ambiente intra-hospitalar, servindo-se dos vários modelos de cursos providenciados pela própria Sociedade Brasileira de Cardiologia e a apresentação de um estudo de causas de mortalidade cardiovascular no Brasil, que concluiu que estas são a primeira causa de morte neste país, sendo nos homens mais frequente o enfarte agudo do miocárdio e nas mulheres o acidente vascular cerebral.
Outro aspecto focado no congresso foi o da cardiooncologia, área em que o Brasil está bastante avançado, contando com diretrizes específicas e várias unidades dedicadas espalhadas pelo país. Por fim, destaco a existência de um Grupo de Estudos em Espiritualidade e Medicina Cardiovascular que também integrou mesas-redondas durante o congresso e que, não  tendo uma orientação religiosa predominante,desenvolve investigação e análise sobre os efeitos benéficos da espiritualidade na saúde cardiovascular.
O que podemos importar, em termos de conhecimento e experiência, desta edição?
A cardiologia brasileira tem grande pujança científica e isso ficou bem patente na enorme quantidade de comunicações científicas e postersapresentados no congresso. Esta atividade robusta está patente nas várias directrizes clínicas que são muito bem organizadas e redigidas pelas equipas coordenadas pela SBC. A SBC tem além disso um amplo e vasto sistema de acreditação e validação de competências, desenvolvido pela própria SBC, e produz, publica e divulga intenso conteúdo educacional escrito. Finalmente, é bem patente no congresso a intensa colaboração com o ACC e a AHA, reflectida igualmente pelo grande número de cardiologistas brasileiros que estagiam ou estagiaram nos Estados Unidos da América.As sessões de interação com a ESC foram muito interessante e participadas, com intensa discussão das realidades dos dois lados do Atlântico. Do ponto de vista da relação da SBC com a SPC, destaco os contactos realizados com vista à implementação, em Portugal, do curso “SAVIC consultório”, que visa o acompanhamento em ambulatório dos doentes com insuficiência cardíaca crónica, na sequência do curso de grande sucesso “SAVIC”.
A cardiologia portuguesa esteve representada no painel de palestrantes por cinco de dezoito convidados internacionais. O que destacaria desta participação?
A participação portuguesa no congresso foi assegurada pela delegação da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, constituída pelo Prof. João Morais, pelo Dr. Eduardo Infante de Oliveira e por mim e em representação da ESC, pelo Prof. Fausto Pinto e pelo Dr. Carlos Aguiar. Enquanto estes dois últimos palestraram sobre as recomendações da ESC e sua aplicabilidade à realidade brasileira, em sessões muito participadas e bem discutidas, a participação da SPC focou-se na doença arterial coronária, na reabilitação cardíaca, nas intervenções com dispositivos, nomeadamente no encerramento do apêndice auricular esquerdo e válvulas aórtica percutâneas, e ainda na abordagem multidimensional a doentes com insuficiência cardíaca. A SBC tem grande carinho pelos portugueses em geral e pela cardiologia portuguesa em particular, bem patente pelas excelentes relações e pela deferência com que a delegação portuguesa da ESC e a da SPC foram recebidas pelo atual presidente e direção da SBC.
Presença da Sociedade Portuguesa de Cardiologia e da ESC no Congresso Brasileira de Cardiologia 
JOÃO MORAIS 
Ações em Portugal para aumentar o atendimento de coronariopatas na reabilitação cardíaca
Novos hipoglicemiantes orais e risco cardiovascular
Caso clínico interativo – Simpósio internacional do DERC 
RUI BAPTISTA
Insuficiência cardíaca aguda durante a quimioterapia
Dilemas comuns no consultório sobre insufucuência cardíaca
EDUARDO INFANTE DE OLIVEIRA
Oclusão do apêndice atrial esquerdo: quando indicar?
Resultados do tratamento percutâneo da estenose aórtica
Caso Clínico: Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista 
CARLOS AGUIAR 
Síncope – Perspectiva ESC 
FAUSTO PINTO 
Revascularização miocárdica – Perspectiva ESC 
Parceria entre as universidades brasileiras e europeias