Dia Dedicado à Ecocardiografia de Esforço realça importância deste exame na decisão clínica

«Estamos muito gratos à Sociedade Portuguesa de Cardiologia pela confiança depositada no nosso centro e, sobretudo, aos colegas que estiveram presentes» Dr. Carlos Cotrim, responsável pelo Laboratório de Ecocardiografia do Heart Center do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa.

Na sequência da realização, no passado dia 22 de fevereiro, do Dia Dedicado à Ecocardiografia de Esforço no Laboratório de Ecocardiografia do Heart Center do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (HCVP), o Dr. Carlos Cotrim, responsável pelo laboratório, enfatiza o impacto positivo que a realização rotineira deste exame como método de avaliação clínica pode ter.

Segue-se o balanço que o especialista faz desta iniciativa:

«No dia 22 de fevereiro, o Laboratório de Ecocardiografia do Heart Center do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, foi honrado com a presença de seis médicos: Dr.ª Inês Grácio de Almeida - Hospital Barreiro/Montijo; Dr.ª Joana Rigueira – Centro Hospitalar Lisboa Norte/Hospital de Santa Maria; Dr. Pedro Rio – Centro Hospitalar de Lisboa Central/Hospital de Santa Marta; Dr. João de Sousa Bispo – Centro Hospitalar e Universitário do Algarve/Hospital de Faro; Dr.ª Mariana Saraiva - Hospital Distrital de Santarém; Dr.ª Liliana Marta – Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

Os nossos colegas foram recebidos às 9 horas pelo Dr. Pedro Magalhães (diretor clínico do HCVP) e pelo Dr. Luís Baquero (responsável do Heart Center do HCVP), tendo sido efetuada uma apresentação sobre o que acreditamos ser uma forma diferente de abordar o doente cardíaco, na qual o ecocardiograma de esforço desempenha um papel central para decisão clinica.

Às 10h iniciámos a realização de ecocardiogramas de esforço (total de sete, sendo quatro durante a manhã e três durante o período da tarde) em doentes com doença coronária conhecida ou suspeitada e também num doente com estenose mitral. Foi exemplificada a metodologia para circunstâncias particulares, como avaliação da função diastólica, avaliação de fluxos no arco aórtico, bem como na câmara de saída do ventrículo direito e válvula pulmonar. Foi efetuada a pesquisa de gradientes intraventriculares, tendo ocorrido um caso em que foram detetados.

Foi discutida a metodologia utilizada (no nosso caso, em tapete rolante) e os «aperfeiçoamentos» que ocorreram ao longo dos anos, bem como a possibilidade de a adaptar às características e aptidões dos operadores. Ocorreu muita discussão - na nossa opinião, muito profícua - de vários aspetos práticos e foi sublinhado o facto de, sempre que clinicamente indicado, centrarmos a avaliação dos nossos doentes na realização de ecocardiograma de esforço contribuirmos para uma redução muito significativa da dose total de radiação que o cidadão recebe ao longo da vida.

Sentiremos que esta iniciativa foi um sucesso se e quando, pelo menos num dos seis centros representados, passar a ser rotina a realização de ecocardiografia de esforço.

Muito gratos à Sociedade Portuguesa de Cardiologia pela confiança depositada no nosso centro e, sobretudo aos colegas que estiveram presentes.»

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