Prof. Fausto Pinto eleito para o cargo de presidente-eleito da World Heart Federation

Com 80% dos votos, o Prof. Fausto Pinto foi eleito presidente-eleito da World Heart Federation (WHF) durante o Congresso Mundial de Cardiologia e Saúde Cardiovascular que decorreu no Dubai, entre 5 e 8 de dezembro. 

 

Figura incontornável da Cardiologia mundial, o Prof. Fausto Pinto soma agora mais um importante cargo ao seu já profícuo currículo. Membro doboard do WHF e do European Heart for Children e ex-presidente da European Society of Cardiology (ESC), o especialista assumirá agora a presidência de uma das mais destacadas instituições internacionais da especialidade. De salientar que a WHF foi criada em 1978 e é, desde 1996, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parceira líder na prevenção das doenças cardiovasculares.

 

A propósito da eleição do especialista português, o Prof. David Wood, atual presidente da WHF comentou: “O Prof. Pinto é um dos líderes mundiais em saúde cardiovascular e é uma honra para a WHF fazer com que ele estenda o seu papel no Conselho da WHF na sua nova função oficial como presidente eleito. Ser presidente da WHF tem sido um enorme privilégio para mim, mas no final deste ano sei que deixarei a organização nas melhores mãos possíveis”.

 

DISCURSO DIRETO | Prof. Fausto Pinto, diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte/Hospital de Santa Maria

 

O que significa para si ser nomeado presidente-eleito da WHF?

A liderança de uma organização como a WHF é sempre uma enorme responsabilidade, traduzindo a confiança dos seus membros em quem foi eleito. É, pois, com espírito de missão que aceitei esta candidatura e me posicionei, como o tenho feito ao longo da minha vida, para contribuir para a disseminação e implementação dos princípios e valores defendidos pela WHF. 

 

Quais serão as suas bandeiras como presidente?

Reforço da WHF como a voz global da comunidade cardiovascular, em particular no plano da "advocacy"; colocar a prevenção cardiovascular no centro da agenda política global; ser o parceiro global na luta contra as doenças cardiovasculares e na promoção da saúde cardiovascular, em colaboração com todas as entidades nacionais e internacionais e, em particular, a OMS.

 

Será um mandato de continuidade?

Acredito profundamente no conceito de evolução na continuidade, em particular em estruturas como a WHF.

 

Que impacto pode ter para a Cardiologia portuguesa esta representação internacional?

O facto de ter um português a liderar qualquer instituição traz, de imediato, uma maior visibilidade para o país e, consequentemente, uma maior responsabilidade, Tal aconteceu quando fui presidente da ESC e acontecerá novamente, estou seguro. 

 

O que podemos importar do conhecimento e experiência de uma federação com a WHF?

Aqueles que são os seus vetores, isto é: conectar e coordenar a comunidade cardiovascular diversificada, reunindo as sociedades de cardiologia científica, fundações cardíacas, profissionais de saúde, doentes e público em geral, decisores políticos, governos e indústria no avanço da saúde do coração para todos; traduzir a ciência em política para influenciar agências, governos e formuladores de políticas; e estimular e catalisar o intercâmbio de informações, ideias, práticas em todas as fronteiras, para alcançar a saúde do coração para todos, em todos os lugares.

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