Repensar a saúde cardiovascular em Portugal – 4.ª Edição

A Casa do Coração foi, no passado dia 1 de fevereiro, a anfitriã da 4.ª edição da conferência «Repensar a saúde cardiovascular em Portugal», desta feita dedicada aos desafios do presente e do futuro e destinada a diretores de serviço. O debate abordou três grandes temas que marcam a atualidade da saúde cardiovascular nacional: Formação pós-graduada, Inovação e sustentabilidade dos Serviços de Saúde e Investigação científica.

Partilhamos com todos os sócios da SPC a grande reportagem que preparámos com base nas grandes discussões deste encontro que se pautou por uma sinergia de ideias e, sobretudo, de ideais que continuam a nos unir na vontade de promover uma maior e melhor saúde cardiovascular, apostar na formação, num serviço de saúde de excelência e na investigação clínica.

«Os resultados de uma política de comunicação, gestão, consultoria e sensibilização que esta direção tem dinamizado junto dos decisores, são visíveis. (...) O que a cardiologia nacional conseguiu na redução da mortalidade e números de internamento com o Enfarte Agudo do Miocárdio é notável, e o mesmo deveremos conseguir para a Insuficiência Cardíaca, se nos organizarmos e continuarmos o nosso trabalho junto dos decisores.» Prof. João Morais

«Os cardiologistas devem ser os drivers da mudança para outras especialidades, daí a importância de se apostar em formações cada vez mais complexas e atualizadas» Prof.ª Cristina Gavina

«É fundamental que as reuniões passem a ser acreditadas e que haja a recertificação dos médicos, e este processo de formação deve ser organizado pela Academia Cardiovascular da SPC, de modo a garantir não só a qualidade, mas também a isenção da mesma.» Dr. Miguel Mendes

«Estes são tempos de lideranças clínicas fortes, já que pode estar em risco o modelo social europeu.» Eng.ª Isabel Vaz

«A sustentabilidade do SNS depende de uma alteração estratégica de paradigma, na medida em que os gastos em saúde não podem continuar a ser encarados como custos, mas antes como investimentos.» Dr. Carlos Martins

«O que precisamos na investigação é estabilidade e sustentabilidade. Não podemos nunca manter os mesmos níveis se qualidade se os padrões de gestão governamental não se basearem numa linha continuada de políticas.» Prof.ª Emília Monteiro

«Apesar da recente criação da comissão nacional dos centros académicos clínicos, coordenada pelo Prof. Sobrinho Simões, continuam a faltar dois mecanismos básicos nos centros académicos: o modelo de gestão, que não está definido e é muito genérico e o financiamento.» Prof. Fausto Pinto

«A investigação é uma atitude! Enquanto não estivermos a fazer investigação sobre a clínica que fazemos, sobre o dinheiro que gastamos e sobre o resultado que produzimos, analisando com método o que fazemos, não estamos a fazer investigação de qualidade. Temos todas as ferramentas ao nosso dispor para mudar o paradigma da investigação em Portugal.» Prof.ª Catarina Oliveira

«Só podemos tratar cada vez melhor se investigarmos mais e se conseguirmos colocar em prática as recomendações internacionais.» Prof. João Morais

 

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