SPC e Danone unem esforços na promoção de estilos de vida saudáveis

«A redução da mortalidade associada às doenças cardiovasculares em Portugal não passa apenas pela atuação dos médicos. Sem o envolvimento da população não será possível atingir este desígnio que marca uma das grandes missões da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. Esta parceria vai-nos ajudar a chegar a mais portugueses e a promover ativamente este objetivo.» Prof. João Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia

«A Danone está muito empenhada em estimular estilos de vida saudáveis no geral e, em particular, promover a saúde cardiovascular. Com esta associação queremos ir mais longe neste nosso propósito e apoiar a SPC na sua missão de incentivar a adoção de hábitos saudáveis, que englobam aspetos tão variados como uma alimentação equilibrada, a prática de exercício físico regular, entre outros.» Stijn Vandervorst, Country Manager, Danone Portugal

No passado dia 11 de março a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) assinou um protocolo com a Danone que visa o desenvolvimento de estratégias de comunicação que estimulem a adoção de hábitos de vida saudáveis pelo grande público, de modo a contribuir para a melhoria da saúde cardiovascular.

O documento, assinado pelo presidente da SPC, Prof. João Morais, e pelo Country Manager at Danone Portugal, Stijn Vandervorst, prevê, entre outras iniciativas, a produção de vídeos educativos que serão divulgados na página do público da SPC e difundidos junto da comunidade.

«A Danone está muito empenhada em estimular estilos de vida saudáveis no geral e, em particular, promover a saúde do coração. Com esta associação queremos ir mais longe neste nosso propósito e apoiar a SPC na sua missão de incentivar a adoção de hábitos saudáveis, que englobam aspetos tão variados como uma alimentação equilibrada, a prática de exercício físico regular, entre outros», salientou Stijn Vandervorst.

Em entrevista, o Prof. João Morais explica a importância desta parceria para a concretização de um dos pilares do seu mandato à frente da SPC: a promoção da literacia em saúde.

 

DISCURSO DIRETO | Prof. João Morais

 

O que motivou esta associação entre a SPC e a Danone?

Por um lado, faz todo o sentido que a Sociedade Portuguesa de Cardiologia possa diversificar os seus parceiros e a ligação à Danone surge porque se trata de uma empresa de grande credibilidade com a qual há cerca de 10 anos já tínhamos tido uma pequena parceria. Por outro, as duas entidades partilham um interesse comum relacionado com a promoção de estilos de vida saudáveis e com a prevenção das doenças cardiovasculares. Gostaria de salientar que não está aqui em causa os produtos comercializados pela marca, mas sim a redução do número de mortes por doença cardiovascular relacionada, neste caso em concreto, com o colesterol, sendo que com outras entidades atuamos no combate ao tabagismo, na luta pela redução da hipertensão arterial, na promoção do exercício físico, entre outros.

 

Será, assim, uma oportunidade para continuar um dos projetos da direção da SPC, a literacia em saúde?

Esse foi o grande desafio destes dois anos. Caminhamos para o final do nosso mandato, no qual fizemos um grande investimento pessoal não só de tempo, como de pensamento, em relação a este desafio de aumentar a literacia em saúde, colocando, cada vez mais, os portugueses a olhar para a sua saúde cardiovascular de uma forma informada. Infelizmente, ainda existe um hiato muito significativo a este nível no nosso país. Mas, apesar de tudo, temos assistido a uma melhoria neste domínio e um bom exemplo disso é o inquérito que fizemos à população relativamente à insuficiência cardíaca, no qual se constatou que podemos até estar melhores do que poderíamos pensar.

 

Concretamente, em que se traduzirá esta parceria?

Esta parceria irá ajudar-nos a desenvolver alguns produtos de comunicação dirigidos ao grande público, nomeadamente um conjunto de vídeos informativos que vão ser visíveis dentro de pouco tempo. Trata-se de uma ação disruptiva, cujo objetivo é ser atrativa para o público, na medida em que, muitas vezes, as mensagens já não chegam ao público-alvo porque estão gastas. Tendo isso em consideração, é preciso saber aproveitar as características comunicacionais do mundo de hoje e é o que vamos fazer, fugindo das clássicas imagens que associamos à comunicação em saúde.

 

Haverá um público-alvo específico para esta campanha?

Arriscaria a dizer que o nosso público-alvo são 10 milhões de portugueses. Na prática, estamos a pensar nas pessoas e não em doentes; na promoção da saúde e não na prevenção da doença.

As sociedades científicas vivem muito para os seus sócios, mas devem tornar-se cada vez mais abertas para a população em geral. A redução da mortalidade associada às doenças cardiovasculares em Portugal não passa apenas pela atuação dos médicos, uma vez que se a população não participar nesse projeto não será possível atingir os nossos objetivos. E é neste contexto que se insere esta parceria.

 

Texto elaborado pelo Gabinete de Comunicação SPC (S Consulting)

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