SPC marca presença na 2.ª reunião da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

Em representação da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e do Grupo de Estudo de Risco Cardiovascular (GERC), a Dr.ª Mónica Mendes Pedro deu o contributo da Cardiologia na Reunião Multidisciplinar da Comissão de Trabalho de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), que decorreu no passado dia 7 de dezembro, sob a moderação do coordenador Dr. José Pedro Boléo-Tomé.

Após o encontro promovido pelo Grupo de Luta Antitabágica da SPP em junho deste ano, no qual a Dr.ª Mónica Mendes Pedro interveio na mesa redonda sobre o papel das Sociedades Científicas Médicas na luta contra o tabagismo, a cardiologista do Centro Hospitalar Lisboa Norte/Hospital de Santa Maria participou no início deste mês na primeira reunião de trabalho do grupo multidisciplinar que daí resultou.

Composto por elementos das Sociedades Científicas que mais estreitamente se relacionam com o problema do tabaco e dos derivados nicotínicos, o objetivo do evento foi “fazer a atualização e a uniformização do conhecimento sobre o problema do tabaco e dos derivados nicotínicos, de modo a serem estabelecidas estratégias, emitidos pareceres e consensos, fazerem-se campanhas e formações, etc., que sejam comuns, em nome e com o apoio de todas as sociedades integrantes da Comissão”, explicou a especialista.

 

DISCURSO DIRETO | Dr.ª Mónica Mendes Pedro, cardiologista no Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte/Hospital de Santa Maria 

Que balanço faz da reunião com a Comissão de Tabagismo? 

Foi um encontro muito interessante e participado por todos os presentes. O objetivo foi fazer a atualização e a uniformização do conhecimento sobre o problema do tabaco e dos derivados nicotínicos, de modo a serem estabelecidas estratégias, emitidos pareceres e consensos, fazerem-se campanhas e formações, etc., que sejam comuns, em nome e com o apoio de todas as sociedades integrantes da Comissão.

Na sua opinião, qual o papel das sociedades científicas na promoção de uma cultura antitabágica junto da sociedade civil? 

É importantíssimo, pois são elas que podem determinar com maior acuidade e de modo isento o estado do conhecimento científico sobre o assunto e, trabalhando em parceria, promover a elaboração e a divulgação de consensos comuns. Tal facilita a homogeneidade de informação e de atuação por parte dos médicos e de outros profissionais de saúde e a possibilidade de criação de campanhas educativas que tenham mais impacto, cheguem a mais gente e sejam mais eficazes, e que a tomada de posições públicas junto da tutela tenham mais força política do que quando realizadas individualmente por cada uma.

O que podemos esperar em termos de propostas futuras?

Há um grande entusiasmo e muitas ideias por parte dos participantes. Esta foi uma primeira reunião de trabalho e ficou combinado que a Direção da Comissão vai fazer uma proposta de carta sobre a posição das Sociedades participantes sobre este assunto para, a partir daí, se definirem estratégias e ações mais concretas. Também temos como objetivo alargar este grupo a outras Sociedades que também têm papel central nas consequências do tabaco. Sabemos que o caminho é árduo, mas que vale a pena trilhar, pela saúde de todos nós.

 

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